domingo, 7 de dezembro de 2014

Dia especial o c@$%$&O...




Hoje é o dia da pessoa com deficiência, vale a reflexão, se precisamos de um dia para lembrar delas, é porque durante o resto do ano ainda marginalizamos, não reconhecemos que somos todos iguais e merecedores dos mesmos direitos e respeito. Ainda estacionamos nas poucas vagas destinadas a eles, não por conforto, mas sim por necessidade, ainda colocamos “mimimis” nas calçadas para ficar bonita, mesmo que isso impeça a passagem de um cadeirante ou ocasione um acidente com um deficiente visual. Ainda olhamos para a pessoa com deficiência com dó, acreditando que não tem o mesmo valor que nós, ou como heróis por serem capazes de fazer o que fazemos dentro de suas limitações. Sinceramente não gosto do dia da pessoa com deficiência, do negro, da mulher ou de sei lá o que, todos os dias devemos lembrar e fazer o melhor ao próximo independente de sua raça, sexo ou limitação. Infelizmente acho que ainda é necessário sim, permanecer com essas datas, para lembrar aos ditos “normais” que essas pessoas existem e merecem que seus direitos sejam respeitados 365 dias por ano, é lamentável ainda ver um cadeirante se arrastar para subir em uma aeronave, vemos cadeirantes que não estão conseguindo se locomover em suas cidades nada acessíveis, que existem pessoas que não saem de casa, simplesmente por nem uma cadeira possuírem. 
Sem duvida houve muitas conquistas nos últimos anos, hoje é bem mais comum encontrar uma pessoa com deficiência nas ruas, trabalhando e ganhando o seu sustento, exercendo sua profissão e contribuindo de forma ativa para a sociedade, mas estamos longe de podermos abolir essas datas, esse momento de reflexão que nos fazem ver o outro como seres humanos iguais, que só clamam por serem vistos e respeitados, que sonham com uma sociedade justa inclusiva.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

E A SUA ELEIÇÃO????



É uma pena que as discussões políticas extrapolam o campo dos debates entre os adversários políticos e ganham como protagonistas amigos e familiares, que entram em conflito por conta de suas escolhas. Eu respeito todos os posicionamentos políticos. O forte gosto pela política gera identificação entre as pessoas, e são os mesmos ideais de um país melhor que impedem o fim da amizade. Nós queremos Saúde e Educação de qualidade. Queremos esses projetos sociais indo para frente. Só que o meio para isso é diferente. Fulano acha que a Dilma é o melhor meio, o Beltrano acha que é o Aécio. Para fulano, a economia está boa, para beltrano está ruim, mas eles se aceitam assim...

Posso afirmar que, apesar de muita gente defender o contrário, eu o Rafael Gomes acredita que futebol, religião e política devem ser discutidos, ainda que sejam temas espinhosos por mexerem com aquilo em que cada um acredita. Porém ressalvo, que preferências políticas não podem se transformar em torcidas organizadas violentas. Um dia você discute, mas, no outro, tudo deve estar normal. Acho que somente assim consigamos manter o respeito, porque, primeiro, somos amigos. Não quero e nem vou ultrapassar os limites da discussão justamente pela amizade;
A forma como a política é tratada nas redes sociais além de relevante é algo muito intensamente, discutida numa base diária. Isso é muito importante para a democracia. Acho importante que as pessoas entendam que não é porque estão na internet que o discurso de ódio está liberado. E isso não é nenhuma restrição à liberdade de expressão...




sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A Universidade que eu tenho... e a Universidade que eu quero!!!!









A Ueg que eu tenho... E A UEG QUE EU QUERO!!!!!!!!! Se você assim como eu quer o melhor; quer a tão sonhada excelência, compartilhe... ou então continue sendo autodidata.

Fui estudante de graduação entre os anos de 2001 e 2007, na UFU em Uberlândia e um dia desses estava me lembrando dos seminários que tive que apresentar em sala de aula. Lembro-me com detalhes, pois isso aconteceu em apenas duas ocasiões.
Atualmente estou cursando Farmácia na UEG em Itumbiara e vou te confidenciar que não sei ao certo quantos seminários já apresentei. Já devo ter apresentado por volta de 40 seminários. Em algumas disciplinas cheguei a apresentar 3 trabalhos, em um mesmo semestre.
É preciso pensar com cuidado o que isso significa. E principalmente em que momento esta virada aconteceu com tanta força. É inegável que um bom trabalho de pesquisa com apresentação pode agregar muito valor ao aluno, tanto em relação ao aprendizado quanto ao desenvolvimento pessoal, já que no cotidiano profissional será necessário fazer apresentações em público. Mas quando observamos que em grande parte das disciplinas os conteúdos são ministrados por estudantes, alguma coisa está errada...muito errada!!!!!!
Em algumas disciplinas é normal a apresentação e orientação de trabalhos, como por exemplo, as disciplinas de Iniciação as Ciências Farmacêuticas; entre outras menos técnicas, ou mesmo de pesquisa. Em outros casos são seminários para conclusão, com poucas horas-aula, justificando pela motivação que pode gerar nos alunos, além do conteúdo que pode ser trabalhado.
Mas o que dizer quando são disciplinas teóricas, do tronco principal da grade de ensino, com mais da metade da carga horária sendo de seminários? Ou ainda quando o próprio livro-texto é dividido entre os alunos para que estes apresentem o conteúdo?
Já tive professores que chegaram no primeiro dia de aula com o livro da disciplina, dividiu o mesmo em capítulos, e avisou aos alunos que a partir da próxima aula seriam chamados em ordem alfabética para apresentarem os capítulos durante as aulas do semestre...
Uma parte dos professores acredita que o aluno pode ter um bom desempenho na apresentação de seminários, mas para outra parte, o seminário “comendo” parte significativa das horas-aula de uma disciplina é apenas um pretexto para esconder sua incompetência em desenvolver 60 horas-aula de estudo por completo.
A verdade é que uma parte dos professores se esconde terceirizando suas aulas aos alunos, até porque não têm leitura e didática suficientes para enfrentar 30/40 alunos durante o semestre inteiro.
Outros acabam repassando a forma de ensinar nos programas de pós-graduação, onde a dinâmica é totalmente diferente, e pouco se importam se os estudantes estão ou não aprendendo o conteúdo obrigatório.
Nos cursos de farmácia a situação é mais dramática, pois no país houve grande expansão do número de faculdades e alunos, sem que a formação de professores acompanhasse este ritmo.
Por exemplo, há 15 anos eram 5 mil professores pro curso de farmácia no Brasil. Hoje existem por volta de 30 mil profissionais. É simplesmente impossível multiplicar por 6 o número de bons profissionais em tão pouco tempo. O resultado está aí.
Como as Federais possuem pacotes mais atrativos (salário e estabilidade), é natural que consigam os melhores professores, mas o que dizer no caso das demais?
Os 40 seminários que já apresentei foram em uma Universidade Estadual, o que dizer do restante das instituições?
Como também sou um professor “antiquado”, utilizo minhas 60 horas da melhor forma possível, dando todas as aulas e aplicando as provas, pois ainda não consegui encontrar um método mais adequado de avaliação. Mesmo reconhecendo que o mundo está mudando rapidamente, e que será preciso uma nova metodologia, ainda não mudei minha forma de ensinar.

Talvez o errado seja eu...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

BABOSEIRAS TENDENCIOSAS...

Chega a ser hilário o nível dos jornalecos que circulam em Itumbiara, Araporã e região. São sim jornalecos com o tom e estilo de jornalecos, provocações bobas , histórias fraquinhas e muito mal redigidas. A veiculação de matérias depreciativas sobre essa ou aquela determinada cidade; ou a esse ou aquele cidadão. Para mim não passa de uma classe de PROSTITUTAS DE LUXO...pois ao se pagar a quantia à que se vendem; você tem o que você quiser veiculado, sem responsabilidade nenhuma. Escrevem o que querem, incentivam conflitos e gostam de ver momentos de muita tensão. O que é que se passará com esta gente que precisam de ler qualquer coisa de tal forma que aceitam uma coleção de baboseiras em formato tablóide? Fico me perguntando; onde está a ética desse jornalismo de nossa região, bastava ter um minimo de imparcialidade conosco!!!
Para que os editores desses jornais não me venham aqui na minha postagem com justificativas e tergiversações, citarei o psicanalista francês Jacques Lacan para mostrar onde consiste a ironia das manchetes – maquiada de grande “preocupação” com o caso.
Quem quiser a referência da passagem citada abaixo, favor ler os seminários de Lacan. Um dia o perseverante encontra...
“Toda palavra tem sempre um mais-além, sustenta muitas funções, envolve muitos sentidos. Atrás do que diz um discurso há o que ele quer dizer e, atrás do que quer dizer, há ainda um outro querer dizer, e nada será nunca esgotado.”
O “outro querer dizer” das manchetes não é outro senão: “compre-me!“.
Aos meus amigos hão de perdoar-me a nervura deste post. Mas eu estou revoltado com tudo isto, e não saberia fazê-lo com frieza e risos de rostidade oblíqua. Mas façamos uma ponderação. Muita gente gosta mesmo é deste tipo de jornalismo (diplomado) baixo e antiético – essa é a deontologia ensinada nos cursos de jornalismo?
É por essas e outras que este não é um país sério, fadado à lama podre das vielas desordenadas da cidade. Merecemos mesmo é o caos, e a nojeira do nosso Senado é apenas reflexo de nossa sociedade estúpida e hipócrita.
O que ocorre ao meu ver é a mediocrização cultural que hoje domina a mídia. A militância da cultura brasileira de verdade, estão perdendo espaço devido à choradeira de centenas e milhares de ídolos bregas, celebridades popozudas, jornalecos policialescos e comediantes grotescos que usam o rótulo de "vítimas de preconceitos" para conquistar novos espaços.
E o que ocorre na nossa região é que vejo esses jornalecos nas mãos de políticos, ou de pessoas muito próximas que promovem o entretenimento vazio, anjos avessos a qualquer manifestação ideológica. Uma engrenagem de formadores de opinião sem opinião que glamouriza o lixo cultural e nos despe de lógica, pensamento e identidade.