quinta-feira, 6 de setembro de 2012

TE DEVORO...


Porque mulher gosta mesmo é de ser surpreendida, e isso só acontece quando se depara com alguém mais esperto do que ela. Todos sabem o jogo que estão jogando, esse interminável gato-atrás-do-rato que motiva nossa vida. E é preciso reconhecer as suas regras, o que requer maturidade. Homem que baba demais, sem chance. Os que bajulam e não convencem, também. Os cafajestes, cruz-credo, nem comento! As mulheres possuem olho clínico pra eles e passa longe quando os vêem. Os demasiadamente (ou precipitadamente) românticos têm grande chance de morrer na praia, porque acaba o gosto pelo desafio. Os posudos e pretensiosos não duram mais do que uma noite. Restam então os inteligentes!!!
Estes, sim, sabem do que as mulheres são feitas. E sabem que, por trás de toda empáfia, vaidade ou sedução, está um bichinho indefeso em busca de acolhimento, louco por um colo. A virilidade está nisso, na consciência masculina de que as mulheres não são assustadoras, nem lascivas, mas apenas mulherzinhas assustadas e ávidas por um olhar que as descubra.                               E as devore, de preferência...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A saudade do que realmente vivi

E

Eu sinto falta de ter menos MSN, Facebook, menos e-mails, menos celular. Sinto falta de poder andar de uma ponta a outra da cidade apenas para namorar, ou deitar no tapete do quarto de um amigo e falar sobre qualquer coisa; ou ainda revirar toda a bagunça do quarto dele atrás daquele meu cd ou livro que há tempos se foi emprestado e que nunca mais vi. De dormir deixando o melhor amigo falando sozinho, enquanto falava sobre algo sério e importante. Das viagens de horas a fio acompanhado da pessoa que você mais amava.
Os segredos compartilhados, as piadas internas. Saudades até das trapalhadas coletivas ou individuais que só nós mesmos conhecíamos. Às vezes bate aquela falta da “turma do duvido” com nossas viagens inesquecíveis rumo a Bananal com 15 ou 20 pessoas; da “turma da Cuca” com nossos momentos de vibração e até daqueles de tensão onde rolava um tríduo recorrente: discutíamos, cada um tomava um café no seu canto e depois voltavamos ao trabalho dando risada um do outro. Das madrugadas de trabalho e dos papos às 5h da manhã naquela hora que todo mundo queria, mas ninguém conseguia dormir pra acordar novamente às 7h.
Sinto falta de cortar caminho para pegar o ônibus atravessando o pontilhão da linha de trem, parando a cada metro para rir de doer a barriga. Sinto falta de tomar “ki-suco” ou guaraná “mantiqueira” comendo pão com mortadela antes de assistir a aula no colégio técnico, de ir ao cinema pra ver aquele filme ruim de dar dó. De fazer “reunião” com os amigos pra colocar tudo “em pratos limpos”.
A falta que me faz as caminhadas e a academia que eram regadas a muitos casos divertidos, gargalhadas e falta de fôlego. Vontade de dividir a batata “ruffles” com mais 5 pessoas e brigar pra ver quem comia o farelo do pacote. Comprar um saco de 1kg de amendoim salgado e comer tudo num dia só, ou tomar vinho as 4h da tarde no meio de um dia de trabalho. De ir pras piores festas e ainda ter muita história pra contar no dia seguinte.

Hoje tudo é tão breve, tudo é tão virtual, tão tecnológico!

As viagens continuam sendo longas, mas a única companhia é locutor no som do carro.
Eu quero morar a um quarteirão dos meus amigos, não mais a quilômetros e quilômetros de distância. Quero vê-los sentados no chão do meu quarto e não mais por fotos e webcam. Quero escrever bilhetes que serão passados de mão em mão e não e-mails, e que se forem e-mails, me perdoem os que não gostem, mas serão os mais longos para pelo menos tentarem saber o que sentia no momento.
Saudades dos amigos que me tiraram grandes pedaços e me deram de volta tantos outros gigantescos que me é impossível desfazer. Guardo todos bem aqui, amontoados em caixas e envelopes dentro do meu guarda-roupa ou espalhados pelas gavetas ou cantos da casa. Guardanapos, fotos, canudos, CDs (“roubados”), bilhetes, cartas, papeis de bala e chocolate, agendas, cadernos com meus textos que talvez nunca sejam publicados, cartões, chaveiros e tantas outras coisas que compõe meu imenso tesouro.
É claro que a vida se encarregou de me trazer novos e belos amigos, tão presentes quanto esses antigos. Mas hoje eu reservo todo o meu carinho e apego a quem fez parte da divertida e feliz história da minha adolescência e da minha juventude.

POR FIM ACABEI ACEITANDO


Por fim acabei aceitando,
Que meu corpo, não é imortal.
que ninguém, nesse mundo é o tal.
Todo mundo envelhecerá
E por mais que alguém sempre tente,
ninguém ficará pra semente.

Por fim acabei aceitando,
que se ainda estou vivo no mundo,
É para tentar dar um pouco de mim.
ser alguém para o meu semelhante
caminhar e seguir sempre avante,
e um dia por certo partir.

Por fim acabei aceitando
que meus pais e irmãos não durariam para sempre.
que meus filhos todo dia um pouco,
caminhariam sem precisar de mim.
Que eles não eram como antes eu supunha,
propriedade exclusiva só minha.
E que a liberdade e livre escolha
era um direito deles também.

Por fim acabei aceitando
Que todos meus bens e meus dons
foram a mim confiados e concedidos
apenas por empréstimo.
E que nesse mundo eu sou apenas
um simples caseiro.
Cuidando da propriedade do nosso
Proprietário e Senhor.

Por fim acabei aceitando.
que um dia deixarei esse mundo,
sem nada do que eu juntei
que meus bens, e todos meus tesouros
partilhados seriam um dia
por outros que no futuro estarão por aqui.

Por fim acabei aceitando,
que meu apego aos bens materiais
só dificultariam um dia ainda mais,
a minha despedida, e a minha viagem de volta.

Por fim acabei aceitando, que meu carro,
minha conta bancaria,
A minha casa na praia.
Nada disso realmente jamais foi propriedade minha,
estava tudo consignado.
Não foi fácil ! Mas eu aceitei.
Tive que aceitar até que eu nunca sou nada.
e que o mundo continuaria sua longa caminhada
sem precisar mais de mim.

Virei um campo de Lutas
e no meio das escaramuças
eu de repente parei.
Parei, quando notei,
o meu orgulho ferido,
a prepotência abalada
a minha aparência mudada,
pelos muitos anos vividos

Então matei minha arrogância.
a minha enorme ganancia
me enchi de enorme esperança.
e procurei encontrar só a Paz.
Pois se não é muito fácil mudar.
mais difícil ainda é, aceitar..

domingo, 8 de julho de 2012

Você tem medo do que?


Hoje andei pensando bastante sobre medos, angústias... mas o que realmente amedronta... Medo de dizer não para aquela pessoa querida mesmo sabendo que o sim significa problemas no futuro? Medo de que? De admitir que se enganou com uma pessoa, que errou na dose do sentimentalismo e fechou os olhos para a realidade que todos viam? Aceitar que o fim de um relacionamento já chegou à muito tempo e você, só você insiste em manter as aparências? E eu tenho medo de quê? De falar para a família e os verdadeiros amigos o quanto os ama e, por isso, fica calado imaginando que todo mundo sabe disso? De perder o emprego medíocre e, por isso, se submeter a tirania de um local que eu não me sinto bem? Você tem medo de que? De aceitar que seu atual estado é reflexo apenas dos seus atos, das suas atitudes, algumas vezes impensadas e feitas de pura ansiedade... Você tem medo de que? De sair da sombra de vítima e encarar de frente seus sonhos, suas necessidades e descobrir que pode realizá-los? De questionar velhos conceitos e mudar tudo para viver melhor? Você tem medo de que? De aceitar que Deus existe e que nos pede ação sempre, trabalho sempre, boa vontade sempre, perdão sempre, amor sempre. Não tenha medo de ser feliz, arrisque-se, aventure-se. Caiu? Levante-se. Errou? Comece de novo. Perdoe sempre. Esqueça o que passou, construa o hoje, viva o hoje. Ame-se sempre!!!

domingo, 20 de maio de 2012

ESCOLHAS



Depois que me tornei cadeirante essa palavra tornou mais forte da minha vida... ESCOLHAS. Você escolhe se atravessa a rua ou fica na calçada esperando os carros passar, quando escolhemos atravessar uma rua corremos mais perigo, mais a vida é assim feita de emoções... E cada escolha que você faz é um destino que estamos traçando em nossas vidas. Claro que às vezes fizemos escolhas erradas, não somo seres perfeitos, com os nossos erros aprendemos, crescemos, transformamos cada passo, Desde criança estamos sempre escolhendo, não só o que vamos fazer ou não, nossos amigos, quem fica na nossa vida e quem sai, sempre tem aquelas pessoas que temos mais afeto. Não sei se fui precoce em escolher poupar meus movimentos quando ainda usava a minha cadeira de rodas.
Mas, agora já passou dois anos e meio, e ainda tenho algum movimento guardado, hoje penso que fiz a escolha certa, na hora certa, claro que não foi uma escolha espontânea, eu percebi que meu corpo precisava de uma cadeira... Como qualquer pessoa desse mundo temos inseguranças, medos, mais passamos por cima de todos esses sentimentos... Quando você cresce e vira adulto, as coisas complicam um pouco, ou será que nós adultos que complicamos? Isso já é muito complexo para explicações, mais todo mundo escolhe ser feliz, escolhe ter independência. Sei que às vezes precisamos ajuda das outras pessoas, mais tudo que podemos nos virar sozinhos, nós, cadeirantes fazemos, aí já não é questão de escolha e sim necessidade. 
A vida vai e vem e sempre acabamos naquela pergunta: Será que fiz a escolha certa? Bom, isso não sei mais eu tentei de qualquer forma fazer as escolhas certas. Escolhi ser feliz de qualquer forma, escolhi dirigir e conquistar minha independência, sei que isso para um cadeirante é importante, pois nunca sabemos o dia de amanhã... Escolher é criar um caminho, uma direção, a vida recomeça em cada caminho feito, em cada direção que você segue, não tenha medo do duvidoso ou incerto, você tem uma vantagem, pode escolher!

Uma vez eu li uma frase em algum lugar e guardei, e a mesma cabe perfeitamente com esse texto.


“A vida é feita de escolhas e cada escolha é uma renúncia.”

A VIDA SEM ESTÉTICA...


Vocês sabem eu moro em uma cidade pequena, com uma população mais ou menos de 6 mil habitantes, como qualquer cidade pequena, todo mundo conhece todo mundo... E eu não sei o que tem acontecendo com as mulheres e os homens dessa cidade, é gente colocando silicone, tirando culote daqui, um pneuzinho dali e afins... Então eu fico pensando, eu pobre mortal que sofreu um trauma raquimedular, que só queria poder ter uma medula reconstituída e poder me equilibrar nas minhas duas pernas, correr por aí, andar como qualquer ser "normal", claro que são vontades, e todo cadeirante ainda tem essa esperança lá no fundo do seu coração, mais claro não vivo a vida me baseando nessa esperança, eu vivo como um cadeirante o dia-a-dia. Onde meu corpo já não é o mesmo, onde o equilíbrio está cada dia mais difícil, saber que você está sempre precisando de algo novo, algo para se agarrar e acreditar... Claro que é bom estar bonito, ter um corpo legal, se cuidar, ter higiene, passar cremes, se cuidar mesmo! Mais será que isso tudo é necessário? Cirurgias para ter um corpo que você pode perder amanhã? Eu fico pensando nos cadeirantes, nas pessoas que por um acaso da vida estão nesse mundo em uma forma um pouco diferente do "resto"... E ainda somos chamados de anormais, como se isso fosse uma doença contagiosa, não quero me fazer de "coitadinho", mais esse mundo às vezes é tão maluco, quer dizer o mundo não, as pessoas que fazem esse mundo como está... Estamos numa era onde as pessoas buscam perfeição em seus corpos, enquanto pessoas pobres, deficientes, negros não são visto "com bons olhos" nessa sociedade... Que mundo é esse?
Como se uma cirurgia fizesse que essas pessoas fossem mais felizes, como se a vida fosse ser melhor depois da cirurgia, eu penso que as marcas que o ser humano leva pela vida inteira, cada marca no corpo ou na alma tem um significado e essas pessoas estão destruindo essa essência da vida, querendo ser seres imortais, quem sabe? (desculpa, quem não concordar com isso, mais eu tenho que colocar tudo que eu estou pensando pra fora...) Claro quando é uma cirurgia que é a favor da vida, aí sim, eu acho louvável! Como seria essa vida sem estética? Eu sinceramente não sei...

Eu ando de cadeira de rodas, eu tenho barriga, eu tenho marcas no meu corpo , me orgulho dos meus gostos um pouco duvidoso, adoro Renato Russo e já fui ao show dos Paralamas, eu acredito ainda no amor, eu sou meio brega e démodé... Será que ainda sou uma pessoa normal? Acho que sou consideravelmente subversivo, isso que faz a diferença de ser um ser único!!

sábado, 31 de março de 2012

AMOR EM DOBRO





Desde que acidentei e como já utilizava o blog, muita gente me manda e-mail e me adiciona no MSN buscando informações sobre a experiência como cadeirante e opiniões sobre propostas de acessibilidade. Mas o que me chamou atenção nas últimas semanas foi a procura de algumas namoradas de cadeirantes preocupadas com questões sobre o relacionamento e peculiaridades da vida a dois.
O relacionamento em si não tem tanta diferença do que com pessoas normais, nós cadeirantes também somos românticos, gostamos de carinho, de atenção e de beijos, amassos e sexo. Mas o dia-a-dia demanda alguns cuidados. É preciso uma dose maior de paciência e compreensão.
Nem tudo é possível e muito menos fácil na vida a dois. A pessoa tem que entender que a limitação não é só de locomoção. A incontinência urinária, pra mim, é uma das coisas que mais incomoda. Há os coletores e bolsas que permitem uma menor preocupação com isso, mas nem sempre são eficazes. Muitas vezes eles podem estar furados ou podem se soltar, e como a sensibilidade é pouca, a gente não percebe, só descobre quando está com as calças completamente molhadas. Esta situação pode acabar com um programa ou transformar a cama numa piscina. Pode ser chato, inconveniente e até causar vergonha, mas a culpa não é nossa. Aí entra a compreensão, e a mulher se coloca numa situação quase de mãe, tem que enxugar, limpar, trocar a roupa, do jeito que fazemos com bebês. E ainda é preciso ajudar para se vestir, calçar sapatos e desmontar e montar a cadeira de rodas toda vez que sair de carro. Do nosso ponto de vista, chegamos a um grau de intimidade que jamais imaginamos. E sabemos dar valor a isso.
E só isso já é uma imensa vantagem em namorar um cadeirante ou qualquer pessoa com deficiência. Quando a pessoa se propõe a compartilhar o dia a dia com alguém com deficiência, sabe dos problemas e inconvenientes possíveis, e mesmo assim se dedica sem restrições, o deficiente retribui em dobro, seja porque a pessoa já tem essa qualidade ou porque aprendeu o quanto é difícil levar uma vida normal com deficiência.
Como hoje em dia é tão difícil saber se as pessoas gostam de verdade de nós, nos amam incondicionalmente, o deficiente enxerga isto claramente nas atitudes de seu companheiro (a). Não dá pra fingir pro resto da vida que está gostando de determinadas situações, as atitudes com o tempo mudam se não forem verdadeiras. E uma coisa que aprendemos ao nos tornar deficientes é valorizar quem nos dá apoio. E do outro lado, este valor é sentido e retribuído.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

E SE...


Mas e se eu não tivesse pulado no rio de um lugar tão alto? Estaria mais feliz agora? Será que ainda estaria andando? Ou teria acontecido qualquer outro acidente que me deixaria “tetraparaplégico”? O famoso “e se” é uma das armadilhas mais cruéis da mente do ser humano. É capaz de enlouquecer qualquer um. Vejam bem: E se eu não tivesse pulado? E se Michael Jackson tivesse nascido branco? E se a pólvora não tivesse sido descoberta? Viveríamos em um mundo de paz? O “E se” nos leva a conclusões incertas sobre coisas que nunca saberemos. É uma tentativa frustrada de tentar aliviar um momento ruim, pois se você perceber, essa brincadeira de “e se” só acontece em relação a momentos ruins. Nunca questionaríamos ter ganhado na Mega-Sena, certo? Então porque ficar se torturando por algo que não pode ser mudado? Uma das coisas que sempre evitei foi esse tipo de questionamento. Acho que se tivesse entrado nessa “nóia” estava chorando em cima de uma cama de hospital até agora. Meu único pensamento quando soube que não ia mais andar foi (desculpem o palavreado): “Fudeu! E agora? Como vou retomar minha vida?”. E foi em cima desse pensamento que fui buscar respostas pra voltar a minha vida normal, mesmo que de uma forma diferente. Quando o “e se” tenta romper meus pensamentos, penso logo que se meu caminho fosse outro não teria conhecido pessoas que hoje são extremamente importantes, quase que indispensáveis, na minha vida. Estaria trabalhando em outro lugar, e quem sabe, poderia estar infeliz. Não tenho como saber. Só sei que não dá pra contar com “e se”. Afinal, ele não existe. Agora pense: E se eu não tivesse escrito esse post? Achariam que sou menos louco? Vai saber…

ACEITAÇÃO





Acho que uma das coisas mais difíceis na vida é aceitar. Seja lá o que for. Que estamos envelhecendo, que o relacionamento acabou, que o seu trabalho não é que esperava, aceitar que o outro é diferente, que o Flamengo não foi campeão e sim o Corinthians (Eeeeeeeeeeeeeeeee!).
Enfim, lidar com a aceitação pode ser bem complicado, ainda mais quando algo acontece de forma inesperada. Você não pediu pra nada daquilo acontecer, e ainda tem que aceitar? Demais, né! No caso de uma lesão na medula a aceitação é um nó na cabeça, e ainda não sei dizer se existe uma completa aceitação. Sempre vai ter aquele fiozinho de dúvida ''e se''. Mas que talvez deixemos de lado (eu pelo menos deixo) porque é uma área sensível demais e que não leva a lugar algum.
Minha escolha na época do acidente foi seguir em frente e aceitar que pelo menos naquele momento eu não ia voltar a andar. E assim sigo até hoje. Voltei a estudar, trabalhar, namorar e não me prendi muito a ficar martelando “porquês”…” e se's ''. Não sei se foi a melhor atitude, mas com certeza foi o que consegui. Cada um lida com os acontecimentos da melhor forma que pode, mas o fato é que só podemos seguir em frente a partir do momento que aceitamos determinada situação. Lutar contra algo que não vai mudar é dar murro em ponta de faca.
Por favor, não vamos confundir aceitação com comodismo. Quem se acomoda também não sai do lugar e sofre do mesmo jeito. Levei uns dois anos pra entender e aceitar que os remédios e fisioterapias já tinham me levado ao limite. Foi difícil pra caramba, pra não dizer pra caral…, ver que a evolução dos movimentos era cada vez menor até se tornarem praticamente imperceptíveis. Podia estar fazendo tudo isso tudo até hoje, mas acho que minha cabeça ia estar embananada e provavelmente não teria conquistado tantas coisas se tivesse ainda ligado no voltar a andar.
Mas isso é de cada um. Estou aqui apenas dividindo um pouquinho da minha experiência. Mas posso dizer que, no meu caso, aceitar foi muito difícil porém com certeza foi o que me deixou livre para seguir em frente.