sábado, 17 de setembro de 2011

DEIXA-ME ERRAR...



Deixa-me errar alguma vez,
porque também sou isso: incerto e duro,
e ansioso de não te perder agora que entrevejo um horizonte.
Deixa-me errar e me compreende
porque se faço mal é por querer-te
desta maneira tola, e tonta, eternamente
recomeçando a cada dia como num descobrimento
dos teus territórios de carne e sonho,
dos teus desvãos de música ou vôo, teus sótãos e porões
e dessa escadaria de tua alma.
Deixa-me errar mas não me soltes
para que eu não me perca deste tênue fio de alegria
dos sustos do amor que se repetem
enquanto houver entre nós essa magia...

sábado, 10 de setembro de 2011

SIMPLICIDADE...





...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa
para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável... Um dia percebemos que as melhores
provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai... Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom... Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga
é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase:
"Tu te tornas eternamente responsável
por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos
muito importante para alguém,
mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta,
mas ai já é tarde demais...
Enfim... Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos,
para beijarmos todas as bocas que nos atraem,
para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é:
ou nos conformamos com a falta de
algumas coisas na nossa vida
ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras... Quem não compreende um olhar tampouco
compreenderá uma longa explicação

...UMA FORMA DE TER VOCÊ





Não havíamos marcado hora,
não havíamos marcado lugar.
E, na infinita possibilidade de lugares,
na infinita possibilidade de tempos,
nossos tempos e nossos lugares coincidiram.
E deu-se o encontro.

...ÀS VEZES...

Às vezes eu queria que houvesse
uma maneira de existir sem me pesar.
Ser e não doer.
Ter sem pecar.
Mas se nem mesmo acredito no pecado,
não tenho culpa cristã.
Sou fragmentos do não-ser mal escolhidos.
Meus impulsos podados resultam
em um animal pequeno e amuado,
que se esconde e se protege
sem nem saber do quê.
Que essa solidão me dói é nítido:
vê-se nos olhos caídos que o sorriso não disfarça,
a lágrima recorrente que a face não segura.
Percebe-se no meu discurso,
essa tentativa falha de expressar com voz
o que só sei dizer no papel.
Não lido bem com plateias, preciso entender.
Preciso aprender a me calar como forma de falar....

Veronica Heiss

NAS ENTRELINHAS...



Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasma, surpresa, perplexa...
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

21:25 hrs

Nossaaaaa que vontade de VC!!!! Continuo com muita vontade de vc!!!! São 21:25hrs aqui, e....me percebo enlouquecendo, ou será que me conduzindo a algo maior, a cumprir um desafio...é loucura me sentir assim? é loucura me ver sendo levado a realizar...não sei bem o que....estar apenas indo, me levando. Percebo as portas que se abriram, as dificuldades que me forçaram a estar aqui e que persistem em aparecer e continuam a me mostrar um caminho...vou apenas observando os sinais, avaliando se vou aqui ou ali. Por vezes tento escapar, teimo em fazer o que quero, mas não adianta, a vida me coloca em outro caminho...é loucura....são sinais....o que é?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O INÍCIO...DA DESCOBERTA.



Houve um tempo no qual eu conseguia escrever as minhas dores e os meus amores... Hoje me calo e não me acho, vou a todos os lugares sem me ver em nenhum, conheço pessoas sem que me conheçam... Respiro um ar que não me pertence, vivo uma vida que não parece ser a minha. Uma eterna apaixonada pela vida, mas sempre a beira da desistência... a lágrima da emoção está sempre aqui, pronta para cair, a luz, o pôr do sol, o sorriso, a flor a beleza do feio são motivos para que ela desça pelo rosto... mas onde estou eu nisso tudo? No centro de algum lugar, em qualquer lugar...como se não fosse longe, como se não houvesse limites nem limitações...simplesmente vou, levando comigo a lágrima, um sorriso perdido, a vontade de ir.... simplesmente ir... buscando viver....usando as pedras realmente como degrau...o amor....levo comigo, guardado no peito, a solidão... ah a solidão que chega sem pedir licença quando o sol se põe. Mas agora vem chegando o outono, as cores vão mudando, o inverno chega e eu me vejo em casa, lendo, vinho, neve, e sendo levada a realizar feitos, me vejo como que sendo levada a fazer coisas que já deveria ter feito. São coisas positivas, mas tenho que me preparar para realizá-las... E estou descobrindo isso com você. Fazer a lista dos sonhos...ver onde estou... saudades de você!

Enomis Rebew