segunda-feira, 20 de junho de 2011

O MUNDO DO SENTIR VISTO POR MIM



Com o passar do tempo e com o nosso crescimento, vamos aprendendo a interpretar aquilo que sentimos, física e emocionalmente. E não sei como funciona convosco, mas eu às vezes demoro bastante a entender o que REALMENTE se passa comigo.(Sou assim um pouco lento mesmo! hehehe)
Perceber se tenho frio, fome, dor ou sono, é fácil, talvez por serem sinais gritantes no nosso corpo que quase nos impossibilitam de sentir seja o que for para além deles mesmos.
Perceber se estou animado, triste, entusiasmado, sonhador, ansioso, nervoso ou desmotivado tem sido com o treino, cada vez mais fácil de identificar. Claro que novas situações acontecem constantemente e volta e meio temos que lidar com sentimentos que nos são estranhos e obrigam-nos a um esforço maior.

A questão para mim às vezes é tentar acolher esse sentimento e o que ele me tenta dizer. Por exemplo, o medo surge na minha vida quando me confronto com algo que acredito ser perigoso e/ou que me pode magoar. O que retiro desse medo é um aviso, e se depois disso o conseguir por de lado, melhor.

Já a ansiedade é um sentimento de apreensão constante e uma espera por qualquer coisa que nunca sei exatamente o que é ou quando virá. Quando acontece de me sentir assim, tento perceber o que me leva a isso e às vezes não consigo. Há qualquer coisa por definir... uma tensão por resolver, que eventualmente se dá aconhecer. E para cada um dos sentimentos que vou sentido, vou retirando mais informação sobre o mundo e sobre o seu impacto em mim.

A parte verdadeiramente boa é que os sentimentos chegam-nos intocados, mas nós às vezes sabotamo-nos desacreditando aquilo que sentimos em prol de um qualquer raciocinio que tenho certeza que será muito lógico. Eu acredito que o real segredo não é sabotar o que se sente mas antes aceitá-lo. Depois logo se pensa o que fazer com o que se sente.

Acho que nos sabotamos também porque a sensibilidade que temos, por ser uma ferramenta maravilhosa ao nosso dispor, é também fonte de sofrimento, dúvidas e vontade de viver num lugar mais além onde nem toda agente aguenta, quer ou ousa entrar.

Acredito que a derradeira procura do homem é a felicidade pelo Amor. Amor à vida, às pessoas, ao outro e aos outros. Seremos/somos felizes quando nos aceitamos e nos sentimos amados assim e integralmente e só podemos ser amados integralmente quando nos entregamos por inteiro. Enquanto isso não acontecer, os outros amam apenas a parte de mim que entrego, a única que lhes é acessível.
E para mim de fato é engraçado ver a quantidade diferente de níveis de sentir que podemos ter, o que os despoletam e como podemos lidar com eles de formas tão distintas. Esta Vida que nos anima é muito rica. Resta-nos criarmos espaço em nós para nos sentirmos mais e melhor.

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